João é investidor pessoa física, tem perfil moderado e quer aumentar a posição em bancões. Ele abre a ficha de BBAS3 (Banco do Brasil) em um portal de fundamentos e encontra os seguintes números aproximados de 2025:
- LPA dos últimos doze meses: R$ 6,80.
- VPA: R$ 30,50.
- Preço atual da ação: R$ 23,00.
Aplicando a fórmula, o preço justo é √(22,5 × 6,80 × 30,50), que dá √4.668,3, aproximadamente R$ 68,33. Esse valor parece muito acima do preço de tela, então João verifica antes de comemorar.
A margem de segurança seria (68,33 menos 23) dividido por 68,33, ou seja, cerca de 66%. Em tese, uma compra muito atrativa. Mas João sabe que bancos públicos no Brasil sempre carregam um desconto extra por risco político, payout maior e exposição a crédito direcionado. Antes de comprar, ele verifica o histórico de ROE, a inadimplência, o índice de Basileia e a expectativa de dividendos. A fórmula deu o sinal, mas a decisão final exige contexto qualitativo.