Entendendo o setor
O segmento de bens de capital na B3 reúne fabricantes de máquinas, motores, veículos e componentes usados por outras empresas para produzir e transportar. WEG (WEGE3) é o destaque: fabricante de motores elétricos, transformadores e automação industrial, com operações em dezenas de países e considerada uma das melhores empresas da B3 em criação de valor de longo prazo.
O grupo também inclui a Embraer (EMBJ3), de aviação comercial, executiva e defesa; a Randon (RAPT4) e a Marcopolo (POMO4), de implementos rodoviários e carrocerias de ônibus; a Tupy (TUPY3), de blocos e cabeçotes de motor; a Romi (ROMI3), de máquinas-ferramenta; a Fras-le (FRAS3), de materiais de fricção; a Mahle Metal Leve (LEVE3) e a Iochpe-Maxion (MYPK3), de autopeças e rodas; e a Taurus (TASA4), de armas e munições.
São negócios industriais com ciclos ligados ao investimento das empresas, ao agronegócio, à construção e à produção de veículos. Muitos têm receita relevante em dólar, o que dá ao setor um componente de exportação e exposição cambial.
Como funciona
A WEG tem ROE historicamente acima de 20%, crescimento orgânico e por aquisições, forte geração de caixa e reinvestimento elevado, com pouco dividendo extraordinário. Embraer e Taurus têm receita atrelada a contratos e carteira de pedidos (backlog) de longo prazo. Autopeças e implementos acompanham a produção de veículos e o ciclo do frete e do agro, e costumam ter margens menores, mais sensíveis ao custo de insumos como aço e alumínio.
Principais riscos
Concorrência de fabricantes asiáticos e câmbio são riscos recorrentes. Ciclos de juros altos reduzem investimentos em máquinas e a venda de veículos financiados. A cadeia aeronáutica depende de certificação, cadeia de fornecedores e demanda das companhias aéreas. Empresas menores do setor podem ter baixa liquidez e resultados irregulares, e a alavancagem em ciclos de queda pode pressionar o caixa.
