Entendendo o setor
Os Fundos de Fundos (FoF) são FIIs que, em vez de investir diretamente em imóveis ou CRIs, compram cotas de outros fundos imobiliários na B3. O objetivo é oferecer ao cotista uma exposição diversificada à indústria de FIIs em um único instrumento, com gestão ativa na escolha dos fundos da carteira.
BCFF11 (BC Fund FoF), KFOF11 (Kinea FoF), RBRF11 (RBR Alpha) e HFOF11 (Hedge TOP FoF) são os maiores exemplos. Cada gestor tem sua tese: alguns buscam FIIs com desconto ao VP para capturar valorização, outros focam em DY alto, outros ainda buscam FIIs de tijolo subprecificados.
O FoF é uma opção interessante para o investidor iniciante que quer exposição diversificada à indústria sem precisar analisar dezenas de fundos individualmente. A desvantagem é a taxa de gestão dupla, o FoF cobra sua própria taxa, que se soma à taxa dos fundos que ele detém.
Como funciona
Portfólio composto por cotas de outros FIIs, com diversificação entre segmentos (papel, tijolo, logística, shopping, etc.). Gestão ativa decide alocação entre setores e fundos específicos. NAV (Net Asset Value) reflete o valor de mercado das cotas em carteira. FoFs costumam ser mais líquidos que fundos pequenos da carteira, permitem compra e venda mais fácil.
Principais riscos
Taxa dupla de gestão comprime o rendimento líquido ao cotista. Concentração em FIIs de baixa liquidez dificulta a saída da posição em momentos de stress. Desempenho depende inteiramente da qualidade da gestão ativa, um FoF mal gerido pode underperform o IFIX. Desconto estrutural ao VP é comum em FoFs, o mercado cobra um desconto por ter dois níveis de gestão.
