Entendendo o setor
Os FIIs de logística investem em galpões de alto padrão, centros de distribuição e imóveis industriais localizados em regiões estratégicas do Brasil, principalmente o corredor São Paulo–Campinas, o eixo Rio-São Paulo e hubs emergentes no Centro-Oeste.
O setor é o que mais cresceu na indústria de FIIs nos últimos anos, impulsionado diretamente pela expansão do e-commerce: operações como Mercado Livre, Amazon, Magazine Luiza e redes logísticas de terceiros precisam de grandes volumes de espaço de armazenagem próximo aos centros consumidores.
Nomes como XPLG11 (XP Log), HGLG11 (CSHG Logística) e VILG11 (Vinci Logística) figuram entre os maiores e mais líquidos da B3. Os contratos costumam ter prazo de 5 a 10 anos com reajuste por IPCA ou IGP-M, gerando previsibilidade de receita para o fundo.
Como funciona
Contratos de longo prazo (tipicamente 5 a 10 anos) com inquilinos corporativos de grande porte, varejistas, operadores logísticos e indústrias. Reajuste anual por índices de inflação (IPCA, IGP-M) protege a receita real. Vacância física é o principal indicador de saúde: acima de 10% começa a preocupar. ABL (Área Bruta Locável) e custo por m² são as métricas de escala do portfólio.
Principais riscos
Oversupply regional: em regiões onde há excesso de oferta de galpões novos, a vacância sobe e o aluguel de reposição cai. Concentração em poucos inquilinos pode ser risco se um deles reduzir operações. Renovação de contratos com deflação de aluguel em regiões com excesso de oferta. Custo de retrofit de galpões antigos que não atendem aos padrões modernos de e-commerce (pé-direito mínimo de 12m, floor load, docas).
