Entendendo o setor
Os FIIs hoteleiros investem em ativos de hospedagem, hotéis, apart-hotéis e resorts, e têm um modelo de rendimento diferente de outros FIIs de tijolo. Em vez de um aluguel fixo mensal, a receita é atrelada ao desempenho operacional do hotel: taxa de ocupação, diária média e RevPAR (receita por apartamento disponível).
Este é um dos segmentos mais afetados pela pandemia: com viagens paradas em 2020 e parte de 2021, os FIIs hoteleiros tiveram rendimento zerado ou praticamente nulo. A recuperação veio com força em 2022-2023, puxada pelo turismo doméstico e de negócios.
ARRI11 (Átrio Reit Hoteleiro) é o principal FII do segmento na B3. O portfólio inclui hotéis de bandeiras como Hilton, Marriott e redes nacionais em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.
Como funciona
Receita variável e sazonal, alta no verão, carnaval e datas especiais; mais fraca em períodos de baixo turismo. O operador do hotel (Marriott, Hilton, Accor) faz a gestão operacional diária e repassa parte da receita ao FII. A qualidade da bandeira hoteleira e a localização do imóvel determinam a capacidade de atrair turistas e viajantes de negócios pagando diárias mais altas.
Principais riscos
Sazonalidade é o principal risco operacional, variação trimestral de resultado pode ser grande. Crises de turismo (pandemia, recessão profunda, instabilidade geopolítica) afetam drasticamente a ocupação. Dependência do ciclo econômico: viagens de negócios caem em recessão e viagens de lazer dependem da renda disponível. Renovação de contratos com operadoras pode resultar em termos menos favoráveis.
